
Se tem uma coisa que nós fãs da Mariah Carey somos especializados são em números. Todo lamb que se preze tem um quê de matemático com PhD em Billboard: sabe como ninguém contar airplays, contabilizar vendas, subidas e descidas de charts aqui e acolá. Conhece o nome de todas as listas da publicação americana e tem na ponta da língua os hits que foram primeiro lugar na tão queridinha Hot 100.
E eis que pergunto: E daí?
Qual a real importância de manter essas 18 músicas que foram número um num estandarte? Muda algo a Mariah ter 18, 17, 16, 15… músicas no topo do mercado estadunidense? É realmente necessário contabilizar as vendas de todos os discos e fazer carinha de orgulhoso com as mais de 200 milhões cópias vendidas em 20 anos de carreira?
Talvez, se ainda estivéssemos na década passada, sim. Se ainda vivêssemos na época do poderio desenfreado das grandes gravadoras que mandavam e desmandavam na opinião pública, poderíamos perder nosso precioso tempo escutando algo pelo simples fato de ele parecer bom porque o Tommy Mottola mexeu seus pauzinhos e fez que assim fosse.
Mas, hoje não. Nos moldes de consumo que vivemos neste exato momento, ter um número um em quaisquer que sejam as listas da Billboard tanto faz. Isso não muda em nada a importância dum determinado artista e o impacto que ele poderá vir a ter junto a massa.
Só quero deixar claro: não estou desmerecendo o trabalho competente da Billboard ou qualquer música da Mariah que tenha chegado ao topo.
Chovendo no molhado e dizendo aquilo que todos que não vivem na onda retrô noventista sabem, a música hoje é literalmente global. Estamos presenciando a queda dos grandes artistas e o surgimento de mercados menores, com seus ídolos e padrões. Ficou tudo picado, mais simples de ser consumido e difícil de ser mensurado.
Claro que ainda vai perdurar por longos anos o modelo Billboard de sucesso. Ainda vamos continuar contando os hits número um dos Beatles, Mariah e Elvis. Mas, eis que pergunto de novo: E daí? A lista existe, mas a importância dela é a mesma de dez anos?
As pessoas podem ter escutado em massa por catorze semanas “We Belong Together” e mesmo assim baterem ombro pra isso. É descartável, não a música em si, mas o fato de ela ter permanecido no topo por esse longo tempo. O mesmo se dá com outras músicas de outros artistas que são as bolinhas de ouro da Billboard.
Em pouco tempo – não sei ao certo se este ano ou ano que vem – acontecerá a entrega do prêmio Artista da Década pela Billboard. Mariah ganhou em 1999, e é claro que o desta década não será dela, e isso é pouco relevante. Quem receber este prêmio agora, pode ter ciência que ele não terá o mesmo impacto que teve quando Mariah recebeu o dela há dez anos e fez um discurso emocionante.
O mito Mariah Carey, como muitos gostam de berrar aos quatro ventos, morreu. O que é ótimo. E parece que ela percebeu em 2002 quando lançou “Charmbracelet”. Mariah fez um álbum não-comercial depois do fracasso de “Glitter”. Em “The Emancipation Of Mimi” e “e=MC²” agradou ao mercado, e em “Memoirs” voltou a si, fez a arte pela arte, a musicalidade para a sua essência.
Mariah Carey sabe que a imagem de diva imaculada do Hot 100 não existe mais, e quando tenta manter essa indumentária para o público, é apenas burocracia ou talvez comodismo.
Só resta aos fãs perceberem que a música de Mariah Carey pode ir muito além de airplays e downloads legais.

Espaço para nós, do JustMariah, falarmos mais
abertamente sobre a carreira da diva, relembramos fatos marcantes, rirmos um pouco e contarmos os bastidores do site.
7 Comentários
“Só quero deixar claro: não estou desmerecendo o trabalho competente da Billboard ou qualquer música da Mariah que tenha chegado ao topo.”
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resumindo, está desmerecendo…
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a massa em geral só vai lembrar de Mariah Carey como uma cantora que vendeu muito em apenas uma década… como uma artista que teve mais 1’s que Madonna ou Whitney Houston e até mesmo Michael Jackson em apenas 7 anos.
assim como Beattles, Elvis e Michael são lembrados pelos feitos… e não pelo talento.
os números são importantes… são eles que sustentam a fã-base.
atualmente quem se importa com o sentimento das músicas são apenas os fãs…
a maioria se limita a conhecer os singles de cada artista.
Concordo com ele! Plenamente!
O que me preocupa é o fato de que a própria Mariah está se preocupando mais com os números, mais com os charts, do que com as músicas e com o que os verdadeiros fãs esperam dela.
“Memoirs” revela que ela está tentando voltar à essência sim, mas o relançamento do álbum já mostra que novamente ela cai nesse erro que os fãs de verdade não gostam.
Amo o trabalho dela, de verdade, principalmente na época do Butterfly, que foi quando a conheci, quando eu tinha apenas 10 anos de idade, só que realmente tem piorado bastante! Sinceramente, só consigo ouvir 3 ou 4 faixas dos dois últimos cd’s.
Amigos lambs, é como digo a todos: Mariah é a artista que entoa versos que temos vontade de cantar , mas que ninguém teve a coragem de expressar.
Gostei muito do artigo, realmente é isso mesmo o que passou passou não volta mais. Esse negócio de ter alguém poderoso que faz o artista acontecer não tem mais, e como você falou acho ótimo. Tem muita bobagem sendo cantada por ai muitos achão que é só vender, claro que eles precisam mas as músicas tem que ter qualidade para que sejam lembradas eternamente. Essa é a diferença dos anos 80 e 90, havia mais qualidade hoje nem tanto…
“fez a arte pela arte, a musicalidade para a sua essência.”
André Pacheco um dos melhores comentaristas e fã de Mariah Carey pois tudo que escreve é de uma sensatez fantástica.
A música de Mariah Carey vai muito além de qualquer airplay existente hoje no mercado musical.
Mariah Carey é ainda a que emociona, a que compõe e a que faz música para os ouvidos e não para as latas de lixo.
PQP Standing Ovation , COngratulations! Ahazoo !!!! Parabéns pelo artigo , concordo em género , número e grau.