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Crítica: “Zohan , O Agente Bom de Corte”

  • Categoria(s): Cinema, Opinião
  • Publicado por Nadia, em 16.08.08 às 17:37

Comédia “Zohan - O Agente Bom de Corte” estréia nesta sexta-feira (15). Além de atuar, Sandler assina roteiro com dupla que já escreveu para séries e filmes

Por Ronaldo Pelli - G1 (Rio)

Se o espectador pudesse tirar todas as muitas piadas bobas de cunho sexual e escatológicas e deixar apenas as que abordam sem dó nem piedade a relação entre judeus e muçulmanos e a política americana, “Zohan – O Agente Bom de Corte” seria uma comédia memorável. O problema é que, enquanto as primeiras abundam – sem trocadilho - as segundas são raras como água no deserto.

O longa, que estréia nesta sexta-feira (15), mostra a história de Zohan Dvir (Adam Sandler), um agente super-especial do exército israelense, que sempre é chamado para prender terroristas árabes. Entretanto, ele acha que essa guerra não tem sentido e quer mesmo é ser cabeleireiro. Um personagem mais que exagerado, que adora os extremos, perfeito para Sandler – que assina também o roteiro, junto com Robert Smigel e Judd Apatow, que já fizeram de “O Virgem de 40 Anos” à série “Saturday Night Live”.

Claro que os pais de Zohan não querem ver seu filho – grosseiro, bruto, sexista – fazendo coisas de “gayzim”, como dizem. O super-agente, porém, não larga tão facilmente o sonho de empunhar tesoura e secador. Escalado para capturar o perigoso Fantasma (John Turturro, que depois de ser russo, latino, italiano, é árabe agora), ele simula a própria morte e parte para os EUA, “para realizar o seu sonho”.

Politicamente incorreto

Chegando à América, Zohan percebe que os salões não vão lhe dar emprego só porque ele tem um corte de cabelo anos 70. Só consegue trabalho, e como faxineiro, em um salão controlado exatamente por uma árabe. Mas, como disse ao sair de Israel, ele queria acabar com essas diferenças.

E é exatamente neste ponto que o filme acerta. Ao fazer humor politicamente incorreto, exagerando os estereótipos dos dois grupos. Mostrando que em vez de serem antagonistas, israelenses e árabes são parecidos até a última pasta de grão-de-bico (homus).

Mas os americanos também não se salvam da “zoada” de Zohan. Há o empresário bem-sucedido que só quer saber da sua namorada loura e de proporções perfeitas e o grupo de “red necks”, americanos preconceituosos e de extrema-direita, que fica eternamente grato ao ser contratado para judiar de israelenses e árabes, ao mesmo tempo.

O longa conta ainda com um impagável Rob Schneider no papel de um árabe que teve a cabra “roubada” por Zohan e jura vingança. E de Nick Swardson fazendo um filhinho da mamãe – que está se tornando sua marca registrada. Além das participações especiais de Chris Rock, da cantora Mariah Carey(!) e do ex-tenista John McEnroe (!!).

“Zohan”, porém, é (de) Adam Sandler. Como Ben Stiller (menos) e Steve Carrel (mais), Sandler sabe fazer o melhor besteirol da atualidade. E, dessa vez, com um mínimo de conteúdo, para mostrar que devemos rir até dos nossos piores problemas.

Fonte: G1

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